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Em janeiro de 2009 notei e comuniquei a comunidade cartográfica brasileira sobre a base cartográfica utilizada pelo Google Maps na cidade do Rio de Janeiro. Em abril estive em um seminário em São Paulo e tentei questionar o representante da Google no Brasil, mas minha pergunta foi censurada.

Volto a tocar no assunto porque vi um trabalho muito interessante de mapeamento (de pontos de interesse dentro) das favelas feito pelos próprios moradores. Eles utilizam GPS de celulares para georreferenciar atividades comerciais dentro da própria comunidade, como lan houses, bares, postos de saúde, quadras esportivas ou barbearias.

É o Projeto WikiMapa, do Programa Rede Jovem da organização não-governamental Comunitas. Atualmente atendendo as comunidades do Complexo do Alemão, Cidade de Deus, Morro do Pavão-Pavãozinho, Morro Santa Marta e o Complexo da Maré. A do morro Santa Marta, por exemplo, já possui inclusive acesso à internet por wifi gratuito e não possui mais tráfico de drogas tendo a ocupação pacífica da PM. E eles ainda prestam um serviço que pode ser aproveitado pelo google mapas, já que utilizam a API do googlemaps para exibição do mapa sob os pontos de interesse.





Reportagem 1 (ONG cria site para colocar favelas do Rio no mapa)

Reportagem 2 (A favela está no mapa)


O googlemaps, por outro lado, não mapeia internamente as favelas, mas ao se colocar o nome da cidade "Rio de Janeiro" no campo de pesquisa e clicando no centro do mapa praticamente só aparecem favelas, com nomes de cidades em destaque mas sem quase bairros e com a maioria das favelas. É certo que elas estão ali e são numerosas, mas em diversas visualizações no googlemaps os bairros parecem nem existir. O termo favela nao é politicamente correto, não é utilizado dentro das comunidades e prejudica o turismo e comércio no entorno. Quem será que montou esses mapas ?


O mapa acima está reduzido para caber no blog, mas você pode exibi-lo inteiro clicando nele.

Reparem que no mapa acima, nas cidades do entorno do Rio não aparecem favelas, só no Rio. E nessas cidades também existem muitas favelas. Nenhuma cidade é nomeada da forma "cidade Niterói" e nenhum bairro é nomeado dessa forma também: "bairro Copacabana". Só as favelas tem esse privilégio no google maps...

Nos googles mapas do Rio com escala gráfica onde 113 pixels = 5 milhas, ocorre o descrito acima. Nos mapas com escala gráfica onde 113 pixels = 2 milhas também, com escala gráfica onde 113 pixels = 2 km idem, com escala gráfica onde 113 pixels = 1 km já se equiparam a outros nomes mas ainda prevalecem, com escala gráfica onde 113 pixels = 500 m são mostradas como devem ser mostradas, fazendo sentido nesse caso.

Ao contrário do aspecto benéfico do WikiMapa para os moradores das comunidades, o Google Maps trás prejuízo ao comerciante que desejar indicar seu restaurante ou loja pelo Google Maps. Pois o usuário que verificar a favela ao lado do restaurante não vai se preocupar em notar que esse "ao lado" é mais distante que a distância de sua própria residência para a favela mais próxima. Todos sabemos que o Rio, assim como a maioria das grandes cidades, tem muitas favelas e o carioca sabe onde pode e onde não pode ir, assim como o paulista e outros cidadãos em suas cidades. Logo chamar a atenção para as favelas em mapas com escala pequena não faz sentido, só espanta o comerciante e o usuário. Sob a ótica cartográfica essas comunidades não são maiores que os bairros para terem maior visibilidade que eles próprios.

O único aspecto benéfico desses mapas seria o estudo tático de uma possível guerra entre favelas, porque para guerras internas de nada adiantariam por não conterem mapeamento interno. Em vista disto descobri um site que poderia se beneficiar dos mapas do google.



É o site do jogo War-In-Rio, jogo que faz paródia com o clássico jogo WAR, com a diferença que ao invés de trazer o planisfério, trás o mapa do Rio de Janeiro dividido em Zona Sul, Zona Norte e Zona Oeste e subdividido em favelas. Peraí! Em favelas não, nem esse jogo de parodia faz a divisão em favelas, ele faz a divisão em morros que contém as favelas. Ou seja, até o jogo é melhor montado que os mapas do Rio do googlemaps....

Ou seja, bastava o googlemaps mapear os morros e não mapear indevidamente as favelas em escalas pequenas.

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Marco Antonio Perna
Eng. Cartografo/Analista de Sistemas


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Falando em crianças pequenas e grandes, achei esse livro/guia do link abaixo, hoje na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro.:

Guia de campo - Orientações e Mapas
http://www.escala.com.br/detalhe.asp?id=9730&grupo=43&cat=280



É uma edição espanhola traduzida e gostei muito do conteúdo. Não achei erros (se alguém achar, avise), apenas generalizações e acho que é uma boa aquisição para um cartógrafo presentear um filho ou sobrinho, pois possui uma beleza gráfica que dá gosto ler.

Tenho certeza de que para qualquer profissional não cartógrafo é de extrema importância ter o conhecimento passado por esse guia. Acredito que mesmo o cartógrafo que pouco trabalha com o tema abordado tenha a obrigação de saber tudo desse guia.

O guia aborda cartografia básica e orientação (que depende dessa cartografia basica). Acho que é uma das mais simples, completa e bem feita publicação sobre nossa área.

Ano retrasado eu tinha comprado o "Fundamentos de Cartografia" do Paulo Araújo Duarte, também na Bienal e já tinha achado interessante. Porém é mais acadêmico e a parte gráfica é bem simples. O público alvo é bem diferente.

Hoje em dia temos vários livros bons sobre nossa área, ao contrário de uns 20 ou mais anos atrás. Porém, na mesma época em que surgem tantos livros, também surgem inúmeros vídeos explicativos, como o sobre latitude e longitude do link abaixo e o sobre rotação terrestre mais abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=RxLrXbGH82A&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=6i0qtbsoy64

Simplesmente não dá para competir com o entendimento obtido em um vídeo bem feito. O único problema é que eles ainda não são sobre tudo e nem todos são bem feitos. No futuro um livro/guia como os citados serão diretamente na internet (ou em pdf, pps ou flash) com vídeos, gráficos animados, narração e mesmo texto e serão lidos em livros digitais e carregados para onde se quiser. Quem sabe um holograma salte da tela com a Terra girando...

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Perna

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Prezados,

Só para registrar, seguem três links de reportagens recentes sobre nosso mercado de trabalho.

1 - Além dos Mapas

Nessa reportagem acima eu estava na sala do Prof. Mauro, na UERJ, quando ele recebeu o telefonema da entrevista sem esperar, e deu uma verdadeira aula.


2 - O Seu Guia

3 - A carreira tá no mapa!




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Perna


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Esse é o mapa que é o visual desse blog. É um mapa pictórico da Floresta da Tijuca (Rio de Janeiro-RJ) que fica na Cascatinha, dentro do parque da Floresta. Aparentemente de 1946.

Sob o mapa tem uma fonte de água como se vê na foto.

Como o blog é de cartografia, é obrigação mostrá-lo.

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Nos meados da década de 1990 pensei em desenvolver um sistema de guia por mapas na web. A internet estava ainda começando no formato gráfico e minha primeira ideia foi utilizar mapas raster cortados em pedaços de modo que um algoritmo pudesse juntá-los através de quadradinhos na tela do browser. Logo desisti, pois além do problema do copyright dos mapas, eu estava trabalhando com mapas vetoriais e achava a solução em raster uma coisa pobre, apesar de resolver o problema de quem apenas quisesse um guia como os que existiam em papel na época. Logo depois surgiram guias em CDROM, vendidos em banca de jornal, eram softwares proprietários e não tinham acesso à web, mas resolviam o problema, apesar de serem pouco úteis por estarem presos no desktop.

O tempo passou, esses softwares melhoraram, passaram para a web e se tornaram realmente úteis para fazer um planejamento de uma rota, no olhômetro. Mas ainda eram apenas guias, sem grande interatividade.

Foi quando o Googlemaps entrou em cena. Inicialmente apenas com as mesmas características e posteriormente com muitas melhorias. Provavelmente algum desses guias chegou a colocar imagens de satélite e georeferenciamento por endereços antes do google, não me recordo, mas foi no Googlemaps que essas características ganharam fama e o mundo leigo começou a gostar das famosas “fotos” de satélite e de descobrir lugares através do endereço. Graças a isso hoje em dia o uso do termo foto está diminuindo e estão utilizando bastante a palavra correta, imagem.

Mas o Google pensa muito além. Georeferenciamento de endereços, georeferenciamento reverso, traçado de rotas etc. O Google estava entrando no mercado de empresas de tracking, gps e transportes, por exemplo. Mas ele não quer roubar esse mercado, quer apenas que usem seus produtos e vender anúncios cada vez mais direcionados para o público alvo. Daí toda essa necessidade de georeferenciamento e agora de saber onde você está. O Googlemaps mobile/Latitude mostra onde você está e com isso a Google pode te empurrar (push) a informação que você precisa (ou a que ela imagina).

E o Google não é bobo. Sabe que para um sistema pegar tem que abrir e facilitar o uso. Foi isso que tornou o PC um sucesso (apesar do Mac) e assim foi lançado o Googlemaps API. Que nada mais é que um conjunto de funções em javascript que permitem ao programador/analista montar um mapa personalizado. Claro que o poder do Google ajudou, pois existem outras soluções de mapas na web, parecidas, que ninguém sabe que existe.

Com essa API podemos fazer muita coisa, como por exemplo georeferenciar a base de clientes de uma empresa e olhar no mapa o resultado. Uma locadora de vídeo pode ver onde seus clientes moram e até montar mapas utilizando referência temporal, ou seja, criar mapas diferentes através de uma linha do tempo para ver se a entrada de concorrentes atrapalhou ou não seu negócio.

Só que o Googlemaps API não precisa de engenheiro cartógrafo como muitos softwares hoje em dia não precisam, mas também não precisa do neocartógrafo. Qualquer bom analista de sistemas/programador pode desenvolver sistemas baseado nele. O neocartógrafo torna-se supérfluo, ainda mais que se for necessário tirar alguma dúvida mais cartográfica, só o engenheiro cartógrafo pode ajudar.

A dificuldade no googlemaps API não é cartográfica e nem matemática (onde os neocartógrafos se garantem), a dificuldade maior é justamente o javascript que eu e muitos analistas de sistemas não gostam para códigos muito grandes. Normalmente um bom analista gosta de C, Java, Pascal/Delphi e PHP, por exemplo. Qualquer linguagem semelhante ao C geralmente gostamos, como o PHP ou Java. Mas javascript é parecido com C porém foge a essa regra. E se você usa javascript e diz que é simples é porque usa só em coisas simples de formulários de html, por exemplo. No google API fica realmente muito chato esse uso. E não tem como fugir, visto que é necessário o uso de uma linguagem interpretada no cliente e não no servidor, como é o caso do PHP. Mas essa dificuldade é passageira e logo o analista passa a desenvolver rapidamente e sem problemas.

Vale lembrar que o analista de sistemas que trabalha com desenvolvimento web precisa ser “poliglota”, ao contrário de em outras áreas de desenvolvimento de sistemas. Para implementar o exemplo da vídeolocadora, é necessário saber PHP, html e javascript intimamente. E a codificação não é independente, é toda “mesclada”. Fora que muitas vezes o site onde está o desenvolvimento do sistema de mapas, necessita de soluções em JAVA ou Flash para segurança ou floreios, além de necessitar de CSS para melhor visualização.

Ou seja, a “dificuldade” não tem relação com cartografia ou matemática e sim com informática. Com isso qualquer bom analista de sistemas pode se candidatar ao trabalho e o neocartógrafo pode ser dispensado. Ah, esqueci de falar, a API tem versão em Flash, abrindo mercado para os neo-analistas.....



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